Odontologia x Psicologia



Odontologia X Psicologia
O binômio do sucesso

Todos os profissionais quando se graduam almejam o sucesso, mas isso não ocorre com todos, fazendo infelizmente que muitos profissionais após nadarem arduamente pelos mares acadêmicos, morram na praia e até desistam da profissão. Apesar de parecer um contra-senso isto ocorre até com inúmeros profissionais tecnicamente muito bem capacitados. Qual será o motivo deste aparente paradoxo?

O problema é que as faculdades ensinam a tratar de DENTE, mas não de GENTE. As faculdades hoje estão implantando o lema de que devemos enxergar o paciente como um todo, mas na maioria dos casos isso ainda soa como um bordão e está longe de ser efetivamente implantado. Até nas melhores universidades onde se tenta implantar esta visão global, o “todo” se limita ao físico (corpo) e não ao virtual (mente). Fica-se olhando para o hardware quando o problema está no sistema operacional.

A Odontologia é uma profissão que exige do profissional um profundo conhecimento de Psicologia. Temos que conhecer a Psique humana para entender suas necessidades. Quem não sabe lidar com GENTE (o todo), não obterá sucesso lidando com DENTE.

Já pararam para pensar que, infelizmente não existe profissional mais temido que nós Dentistas e o porque disto? Já se perguntaram porque quando nos graduamos recebemos de imediato o título de Cirurgião Dentista, ao contrário do Médico que apesar de sua maior amplitude de ação, só se pode dizer Cirurgião após uma especialização?

O motivo é que por definição, Cirurgia é “a parte do processo terapêutico em que se realiza uma intervenção invasiva manual ou instrumental no corpo do paciente”.
A questão é que para se exercer a Odontologia temos que fazer isto, enquanto o médico na maioria dos casos pode tratar sem a necessidade de uma intervenção cirúrgica. Na Odontologia quase tudo é “Cirurgia”. Até uma simples restauração é uma Cirurgia, segundo o conceito supracitado, apesar de não ser assim chamada.

Além disto, nós somos os profissionais que mais operamos o paciente acordado. A Odontologia tem sempre o trans-operatório, o que via de regra não acontece com a medicina. É isto que faz com que sejamos tão temidos. E nós ficamos preocupados com a “infinitesimal” adrenalina 0,01 mg/ml dos nossos anestésicos esquecendo do estresse da Psique, que estimula as supra-renais a jogarem um “ rio de adrenalina” em nossa corrente sangüínea.

Para atrair clientes temos que convencê-los. Não é possível vencer sem convencer. Além de sermos tecnicamente eficientes, devemos ser seguros e convincentes no que oferecemos. Os clientes procuram segurança, um porto seguro, nos profissionais de saúde, é uma relação quase paternal. Desejam soluções para seus problemas. Não se poderá oferecer segurança se não a tivermos.

Temos que entender nossos clientes, aprender a perceber os chamados perfis dos clientes, que na verdade são seus padrões de personalidade, que nos auxiliarão a oferecer soluções que conciliem suas necessidades e desejos. Não pensem que estes são sinônimos. Nem sempre o que necessitamos desejamos e vice-versa.

A sociedade impõe desejos que estão muito longe de serem necessidades, mas que são percebidas por nosso sistema de crenças como necessidades. Como diz o ditado “conte uma mentira mil vezes e ela se tornará uma verdade”. E os desejos da sociedade, infelizmente são profundamente influenciados por estas falsas verdades, fazendo-nos negligenciar as verdadeiras necessidades.

Devemos fazer que se dissolva o véu de ilusões que encobre a luz. Isto não se faz brigando com o ocultador da luz, ou seja, as falsas necessidades. Devemos usar a energia de seu fluxo como oportunidade para transmutar a ilusão das falsas necessidades, fazendo alusão às verdadeiras. Mais claramente, se o paciente chega ao seu consultório com a saúde bucal em estado deplorável desejando somente um clareamento dental, use de estratégias de convencimento para trazer à luz a verdadeira necessidade, que é um tratamento restaurador da saúde bucal precedendo o estético.

Na maioria das vezes, é possível o convencimento às verdadeiras necessidades sem brigar com as falsas. Quanto mais nos indispomos com as falsidades de mercado, mais depositamos energia nelas e assim as potencializamos. Não devemos nos indispor, mas sim plenamente nos dispor a direcionar a verdade, aprendendo a expô-la sem impô-la, assim fazendo com que os próprios pacientes cheguem a conclusão do que verdadeiramente precisam.

A inconsciência se dilui pela exposição da consciência. Mas se o direcionamento da verdade (consciência) corretamente executado, ainda assim não for aceito pelo paciente, preferindo ele a falsa necessidade (inconsciência) não se preocupe e não ceda à inconsciência, executando trabalhos incompatíveis com a ética (consciência), devido à pressão do cliente.

Sei que não é fácil, principalmente no início da profissão, todos os profissionais jovens ou até os experientes dependem dos clientes e são passíveis de lapsos de inconsciência. Quando o paciente não aceitar a verdade (consciência), não se desespere, não é nela que reside o problema, mas na sintonia do paciente que está muito saturada pela inconsciência, assim não vendo a luz que se apresenta a frente. Ele tem o arbítrio sobre si mesmo. Deixe que estes pacientes se vão, pois outros mais conscientes virão. Os pacientes que não aceitam a consciência, são problemáticos e querem impor sua inconsciência sobre nós, criando problemas e por fim querendo nos atribuir a responsabilidade deles e assim culpa que não temos.

Quanto mais propagamos consciência, mais nos sintonizamos à ela e por conseguinte atraímos pacientes mais conscientes, que necessitam e desejam saúde.

Podemos nos beneficiar estando capacitados paras as modas, como por exemplo, Clareamento e Implantes dentários. Eles são o “SOL” que oferece calor aos que estejam devidamente preparados para ele. Porém use o calor com discernimento e cautela, pois o mesmo calor que aquece é o que queima.

O que não adianta é ficar para trás brigando com a escuridão, pois ela é simplesmente a ausência de luz. Pela física, onde há luz, não pode haver escuridão. Propague a luz , não se ligue a este transtorno-obsessivo-compulsivo, “ TOC ”, negativista e “reclamão” que acomete muitos profissionais, aceite o meu toque, tome as rédeas de seu destino .

Foque-se no Agora, semeie consciência e colherá consciência.
Persevere na luz
, e assim seu Paraíso pessoal e profissional, se fará na eterna presença do Agora, afinal, EU SOU AQUELE QUE SOU.


Afetivamente, Dr. Otávio Colonna.


Dr. Otávio Colonna Vieira
Cirurgião Dentista CRO-RJ 23228
Graduado pela Universidade UNIGRANRIO - 1998
Curso de extensão em Implantodontia - Faculdade Pestalozzi - Niterói
Email: colonna@dentistas.com.br
Perfil: www.dentistas.com.br/colonna


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