Odontologia x Psicologia



Odontologia X Psicologia
O binômio do sucesso

Todos os profissionais quando se graduam almejam o sucesso, mas isso não ocorre com todos, fazendo infelizmente que muitos profissionais após nadarem arduamente pelos mares acadêmicos, morram na praia e até desistam da profissão. Apesar de parecer um contra-senso isto ocorre até com inúmeros profissionais tecnicamente muito bem capacitados. Qual será o motivo deste aparente paradoxo?

O problema é que as faculdades ensinam a tratar de DENTE, mas não de GENTE. As faculdades hoje estão implantando o lema de que devemos enxergar o paciente como um todo, mas na maioria dos casos isso ainda soa como um bordão e está longe de ser efetivamente implantado. Até nas melhores universidades onde se tenta implantar esta visão global, o “todo” se limita ao físico (corpo) e não ao virtual (mente). Fica-se olhando para o hardware quando o problema está no sistema operacional.

A Odontologia é uma profissão que exige do profissional um profundo conhecimento de Psicologia. Temos que conhecer a Psique humana para entender suas necessidades. Quem não sabe lidar com GENTE (o todo), não obterá sucesso lidando com DENTE.

Já pararam para pensar que, infelizmente não existe profissional mais temido que nós Dentistas e o porque disto? Já se perguntaram porque quando nos graduamos recebemos de imediato o título de Cirurgião Dentista, ao contrário do Médico que apesar de sua maior amplitude de ação, só se pode dizer Cirurgião após uma especialização?

O motivo é que por definição, Cirurgia é “a parte do processo terapêutico em que se realiza uma intervenção invasiva manual ou instrumental no corpo do paciente”.
A questão é que para se exercer a Odontologia temos que fazer isto, enquanto o médico na maioria dos casos pode tratar sem a necessidade de uma intervenção cirúrgica. Na Odontologia quase tudo é “Cirurgia”. Até uma simples restauração é uma Cirurgia, segundo o conceito supracitado, apesar de não ser assim chamada.

Além disto, nós somos os profissionais que mais operamos o paciente acordado. A Odontologia tem sempre o trans-operatório, o que via de regra não acontece com a medicina. É isto que faz com que sejamos tão temidos. E nós ficamos preocupados com a “infinitesimal” adrenalina 0,01 mg/ml dos nossos anestésicos esquecendo do estresse da Psique, que estimula as supra-renais a jogarem um “ rio de adrenalina” em nossa corrente sangüínea.

Para atrair clientes temos que convencê-los. Não é possível vencer sem convencer. Além de sermos tecnicamente eficientes, devemos ser seguros e convincentes no que oferecemos. Os clientes procuram segurança, um porto seguro, nos profissionais de saúde, é uma relação quase paternal. Desejam soluções para seus problemas. Não se poderá oferecer segurança se não a tivermos.

Temos que entender nossos clientes, aprender a perceber os chamados perfis dos clientes, que na verdade são seus padrões de personalidade, que nos auxiliarão a oferecer soluções que conciliem suas necessidades e desejos. Não pensem que estes são sinônimos. Nem sempre o que necessitamos desejamos e vice-versa.

A sociedade impõe desejos que estão muito longe de serem necessidades, mas que são percebidas por nosso sistema de crenças como necessidades. Como diz o ditado “conte uma mentira mil vezes e ela se tornará uma verdade”. E os desejos da sociedade, infelizmente são profundamente influenciados por estas falsas verdades, fazendo-nos negligenciar as verdadeiras necessidades.

Devemos fazer que se dissolva o véu de ilusões que encobre a luz. Isto não se faz brigando com o ocultador da luz, ou seja, as falsas necessidades. Devemos usar a energia de seu fluxo como oportunidade para transmutar a ilusão das falsas necessidades, fazendo alusão às verdadeiras. Mais claramente, se o paciente chega ao seu consultório com a saúde bucal em estado deplorável desejando somente um clareamento dental, use de estratégias de convencimento para trazer à luz a verdadeira necessidade, que é um tratamento restaurador da saúde bucal precedendo o estético.

Na maioria das vezes, é possível o convencimento às verdadeiras necessidades sem brigar com as falsas. Quanto mais nos indispomos com as falsidades de mercado, mais depositamos energia nelas e assim as potencializamos. Não devemos nos indispor, mas sim plenamente nos dispor a direcionar a verdade, aprendendo a expô-la sem impô-la, assim fazendo com que os próprios pacientes cheguem a conclusão do que verdadeiramente precisam.

A inconsciência se dilui pela exposição da consciência. Mas se o direcionamento da verdade (consciência) corretamente executado, ainda assim não for aceito pelo paciente, preferindo ele a falsa necessidade (inconsciência) não se preocupe e não ceda à inconsciência, executando trabalhos incompatíveis com a ética (consciência), devido à pressão do cliente.

Sei que não é fácil, principalmente no início da profissão, todos os profissionais jovens ou até os experientes dependem dos clientes e são passíveis de lapsos de inconsciência. Quando o paciente não aceitar a verdade (consciência), não se desespere, não é nela que reside o problema, mas na sintonia do paciente que está muito saturada pela inconsciência, assim não vendo a luz que se apresenta a frente. Ele tem o arbítrio sobre si mesmo. Deixe que estes pacientes se vão, pois outros mais conscientes virão. Os pacientes que não aceitam a consciência, são problemáticos e querem impor sua inconsciência sobre nós, criando problemas e por fim querendo nos atribuir a responsabilidade deles e assim culpa que não temos.

Quanto mais propagamos consciência, mais nos sintonizamos à ela e por conseguinte atraímos pacientes mais conscientes, que necessitam e desejam saúde.

Podemos nos beneficiar estando capacitados paras as modas, como por exemplo, Clareamento e Implantes dentários. Eles são o “SOL” que oferece calor aos que estejam devidamente preparados para ele. Porém use o calor com discernimento e cautela, pois o mesmo calor que aquece é o que queima.

O que não adianta é ficar para trás brigando com a escuridão, pois ela é simplesmente a ausência de luz. Pela física, onde há luz, não pode haver escuridão. Propague a luz , não se ligue a este transtorno-obsessivo-compulsivo, “ TOC ”, negativista e “reclamão” que acomete muitos profissionais, aceite o meu toque, tome as rédeas de seu destino .

Foque-se no Agora, semeie consciência e colherá consciência.
Persevere na luz
, e assim seu Paraíso pessoal e profissional, se fará na eterna presença do Agora, afinal, EU SOU AQUELE QUE SOU.


Afetivamente, Dr. Otávio Colonna.


Dr. Otávio Colonna Vieira
Cirurgião Dentista CRO-RJ 23228
Graduado pela Universidade UNIGRANRIO - 1998
Curso de extensão em Implantodontia - Faculdade Pestalozzi - Niterói
Email: colonna@dentistas.com.br
Perfil: www.dentistas.com.br/colonna


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NÍSIA TELES na ALL TV

Assista a entrevista de Nísia Teles na AllTV (na Internet) pelos links abaixo, do YouTube. A entrevista foi realizada no dia 17 de outubro (2008), sexta-feira.
Nísia conversou, entre outros temas, sobre o projeto "Dentista Verde" e sobre a importância da responsabilidade social na odontologia, inclusive como ferramenta de marketing para os dentistas!

Nísia Teles mantém uma coluna de marketing para dentistas em nosso site, e tem o seu próprio site na Internet, em: www.markentista.com.br




Entrevista - Parte 1 (a parte acima)
Entrevista - Parte 2
Entrevista - Parte 3
Entrevista - Parte 4


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Fama e Sucesso



Fama e Sucesso: quais os seus significados ?

A sociedade e a mídia fazem uma tremenda apologia à Fama e ao Sucesso. Será que sabemos o significado das duas e por conseguinte as suas diferenças? Como devemos lidar com estas questões?
Primeiramente devemos aprender à diferi-los, pois não se pode ambicionar ou lidar com coisas que não conhecemos, ou pior, achamos que conhecemos. Apesar de os reconhecermos como sinônimos, isto está longe de ser verdade.

Sucesso é um estado de realização profissional, com polarização essencialmente positiva que considera e respeita o lado pessoal onde se consegue atingir os objetivos almejados, de forma sustentável e equilibrada, gerando bem estar emocional e psíquico. Nenhum sucesso profissional é verdadeiro se vier na contramão do equilíbrio pessoal.
Sucesso é duradouro e vive em paz.
O reconhecimento relâmpago é Fama e não sucesso, pois é um castelo na areia.
Fama é um fator abstrato que pode ser causa ou efeito do sucesso ou do insucesso, assim tendo polarização incerta, oscilante entre o positivo e o negativo. Fama na sociedade atual assemelha-se ao mercado financeiro amoral, vive de especulação. Fama exagerada gera perda de privacidade, solidão e caos emocional/psíquico. Quem tem um breve conhecimento das estatísticas sobre a saúde psicológica dos grandes famosos, sabe o caos que muitas vezes acomete suas vidas.

A "Fama Relâmpago" se baseia em um dos piores princípios da lei da atração:
- Falem mal, mas falem de mim!

Uma fama assim chama a atenção para si a qualquer custo para depois se tentar administrar os efeitos, que são instáveis e por vezes catastróficos.

Considerando estes fatores devemos buscar o sucesso e nunca a fama, se ela vier não a dê muita atenção, pois assim será saudável, até porque será conseqüência do sucesso sólido conquistado.

"Fama saudável" se atinge com investimento de longo prazo com a solidez do mercado de ouro, já a "Fama relâmpago" baseia-se no mercado de ações especulativas de curto prazo, sem solidez. Quem conhece este tipo de mercado sabe que nove em cada dez quebram.

Cuidado com a Fama, pois por mais sólida que seja é facilmente corrompida pelo orgulho e a vaidade, invertendo a polaridade do positivo para o negativo.

Não tenho a menor intenção de me contrapor à Fama, pois não há mal nela por si mesma, o mal está em perseguí-la, então não almeje a Fama para que não seja alvejado por ela.

Deseje o sucesso e para potencializá-lo pratique o seguinte exercício de profunda simplicidade, mas capaz de produzir manifestações fantásticas.

Deseje profunda e equilibradamente o sucesso, não corra atrás dele, sinta-se desde já uma pessoa realizada repleta de sucesso, mesmo que ainda não o tenha obtido, esteja grato pelo que já tem e pelo que tem convicção que terá.

Nós criamos para nossas vidas aquilo que acreditamos ser. Na vida nós somos a manifestação do que pensamos. Pense positivo e o SUCESSO borbulhará como a fonte de ÁGUA VIVA.

Já dizia o poeta Raul Seixas:
“BEBA, pois a ÁGUA VIVA ainda está na fonte,
você tem dois pés para cruzar a PONTE ,
TENTE OUTRA VEZ ”.


Dr. Otávio Colonna Vieira
Cirurgião Dentista CRO-RJ 23228
Graduado pela Universidade UNIGRANRIO - 1998
Curso de extensão em Implantodontia - Faculdade Pestalozzi - Niterói
Email: colonna@dentistas.com.br
Perfil: www.dentistas.com.br/colonna


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Marketing de relacionamento na Odontologia (parte 3)



Relacionamento dentista/paciente

O principal patrimônio de uma clínica e consultório odontológico é o paciente e ele leva um bom tempo para ser conquistado. Portanto, ele merece todo o esforço possível para ser mantido satisfeito com os serviços odontológicos.

O maior bem de uma clínica ou consultório odontológico são seus pacientes. Segundo Castro (1997), eles são a razão do sucesso ou fracasso de qualquer dentista.
Falhas no relacionamento dentista/paciente são atribuídas à má vontade e resistência do paciente, mas é necessário que o profissional reconheça que estas falhas acontecem também, devido à insensibilidade do dentista para com essas resistências. Quando aceita o orçamento, o paciente se coloca sob o ponto de vista de quem vai iniciar um relacionamento e não simplesmente receber um tratamento dentário. Ele espera cuidados odontológicos de qualidade, confiança e segurança na equipe, e um ambiente agradável e amigável, propiciado pelo atendimento e pelas instalações.

O paciente deve ser visualizado como um cliente a longo prazo. Não dar atenção ao relacionamento e ao fortalecimento dos vínculos com ele é o meio mais fácil de conseguir pacientes infiéis. De acordo com Castro, um bom relacionamento deve ser mantido também fora da clínica e consultório. Manter os pacientes informados sobre os serviços odontológicos, demonstrando atenção e respeito por suas necessidades é tarefa importantíssima na busca por uma relação sólida e duradoura.

O bom relacionamento de trabalho entre dentista e o paciente é um requisito muito importante e uma arte.

Pilotto e Aguirre dividem o relacionamento em três níveis: o nível técnico, o de co-participação e o afetivo. Esta divisão é considerada apenas, para efeitos didáticos visando uma melhor compreensão, pois na realidade o processo é global e se desenvolve como um todo.

Relacionamento a nível técnico – O dentista não pode esquecer que seus pacientes possuem expectativas a seu respeito como profissional e como pessoa. Para que o paciente se sinta confiante e seguro em relação à clínica e consultório odontológico o profissional deve estar atento para detalhes do ponto de vista técnico importantes, como: fazer o diagnóstico com o maior rigor possível, apresentar os resultados do diagnóstico e o plano de tratamento e comunicar ao paciente qualquer alteração necessária no plano de tratamento.

Relacionamento de co-participação – O dentista não é responsável exclusivo pelo sucesso do tratamento, pois é necessário a participação e cooperação do paciente para que se obtenha um resultado satisfatório para ambos.
“Para que se possa chegar à idéia de co-participação o dentista deve ‘ganhar’ o paciente, cativando-o e fazendo com que ele participe, realizando ações que lhe são pertinentes”.
Relacionamento a nível afetivo – O relacionamento direto e contínuo do dentista e paciente resultam em fenômenos afetivos que desencadearão uma série de comportamentos positivos ou negativos. A amizade, a tolerância e o respeito promovem relações de confiança entre as pessoas que participam do processo da clínica e consultório odontológico: cirurgião-dentista, funcionários e pacientes. Já a intolerância, arrogância e medo geram desconfiança e insegurança.



Relacionamento paciente/funcionários

No desenvolvimento do relacionamento dentista/paciente, as ações podem influenciar positiva ou negativamente a comunicação, mas muitas vezes este esforço pode estar sendo prejudicado nos serviços realizados pelos funcionários da clínica e consultório, toda vez que um momento da verdade (contatos) entre determinado funcionário e paciente se torna um momento trágico. Portanto, é necessário que os funcionários sejam muito bem treinados para saberem exatamente como conduzir o relacionamento com o paciente, tanto para evitar tensões ou incompreensões como para obter um serviço agradável e eficiente.

O comportamento da atendente, técnico em higiene dental, técnico em prótese dentária, auxiliar de prótese dentária, recepcionista, office-boy, motorista e faxineiro influenciam diretamente na imagem percebida pelo paciente em relação à clínica e consultório. Por isso é importante que o dentista oriente e avalie estes comportamentos o tempo todo.

Através de funcionários educados e bem treinados para oferecer um serviço de qualidade aos pacientes, o nível de satisfação dos pacientes tende a aumentar.

O excelente atendimento depende do recrutamento, seleção, treinamento e desenvolvimento de uma boa equipe.

Deve ser construída uma cultura de excelente atendimento aos pacientes. O resultado será a conquista de um diferencial em relação a outras clínicas e consultórios odontológicos, além de um ambiente interno agradável e sem stress devido a uma equipe competente, que sabe e faz o que deve fazer.



Muitos sorrisos!



NÍSIA TELES
- Graduada em Marketing
- Há 10 anos na Odontologia
- Consultora de marketing para dentistas
- Desenvolve projetos de marketing sensorial na Odontologia
Site: www.markentista.com.br

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Marketing de relacionamento na Odontologia (parte 2 de 3)



Relacionamento dentista/concorrentes

Ter boas relações no meio profissional e social é muito importante, principalmente para dentistas recém formados, aqueles que mudam sua clínica e consultório para outro local e para aqueles que necessitam de indicações como no caso de endodontistas que só realizam tratamentos de canal e odontopediatras que só atendem o público infantil.

O dentista além de uma boa reputação cientifica precisa aumentar seu círculo de relacionamento social e profissional.

De acordo com o artigo 7º do código de ética odontológica, é dever do dentista referir a um especialista qualquer paciente que apresente uma necessidade, onde a solução esteja acima do seu conhecimento e experiência.

Pacientes indicados por outros dentistas também são excelentes fontes para a contínua ampliação de sua clientela. Trabalhar através de indicações é uma troca contínua que acontece entre os profissionais da área odontológica, onde o dentista faz e recebe indicações de outros dentistas.


Relacionamento dentista/funcionários

A maneira de exercer a liderança é essencial para transformação da equipe odontológica num excelente grupo de trabalho.

Para que uma clínica e consultório odontológico caminhem em harmonia, é importante que a equipe de profissionais, formada por dentista, técnico em higiene dental, atendente de consultório, técnico em prótese dentária, auxiliar de prótese dentária, recepcionista, office-boy, motorista e faxineiro, tenha um relacionamento baseado em amizade, respeito e responsabilidade.

Se a liderança exercida pelo dentista estiver calcada sobre a valorização da pessoa, a confiança e o respeito mútuo, esses profissionais chegarão a um nível de relacionamento interpessoal que os leva a sentir que pertencem ao grupo, que são partes importantes do mesmo e que a sua atuação é indispensável à realização dos objetivos que os membros do grupo assumem como se fossem os seus próprios objetivos.

O funcionário é um ser humano como todos os outros, com necessidade de se relacionar com pessoas. Sem cair no envolvimento pessoal, o dentista deve sempre buscar um clima amigável junto aos seus funcionários.


Relacionamento dentista/fornecedores

O marketing nos serviços odontológicos é baseado em relacionamentos, já que todas as ações realizadas são construídas a partir de interações pessoais. Para Gronroos “os serviços são inerentemente orientados para relacionamento”.

O relacionamento entre dentista e fornecedores é tão importante quanto os outros relacionamentos construídos dentro da clínica e consultório odontológico. “No mercado atual, precisamos de toda ajuda possível, os fornecedores devem ser bem recebidos e acolhidos”.

Estabelecer relações duradouras e amigáveis com seus fornecedores é muito importante para o andamento e crescimento da clínica e consultório. Por isso é de extrema importância dar atenção a eles é colocá-los como parceiros, direcionando esforços para que ambos tenham um resultado positivo e cresçam conjuntamente. O fornecedor traz equilíbrio para uma empresa quando trabalha junto a ela, pois a integração é uma das formas mais eficazes de obter o desempenho desejado.

Um dos principais pontos que deve fazer parte da relação entre fornecedor e empresa é seu relacionamento, não apenas um dar ao outro o necessário, como comprar e vender, mas colocar seu fornecedor no planejamento e elaborar estratégias que auxiliem ambos a conquistar uma fatia de mercado maior e melhor.

É de grande importância um bom relacionamento com os fornecedores, pois, eles influenciam no andamento e sucesso da clínica e consultório. O dentista precisa ter em mente que, sem os fornecedores o negócio não existiria e vice-versa.

Acompanhe na próxima semana a conclusão deste artigo:
- Relacionamento dentista/paciente
- Relacionamento paciente/funcionários

NÍSIA TELES
- Graduada em Marketing
- Há 10 anos na Odontologia
- Consultora de marketing para dentistas
- Desenvolve projetos de marketing sensorial na Odontologia
Site: www.markentista.com.br

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MEC e CAPES aprovam Mestrado a Distância na Odontologia


Autor: ROBERTO V. RESENDE



Resumo

O autor apresenta a notícia da aprovação de cursos stricto sensu a distância, cita a legislação pertinente e explica o que vem a ser essa modalidade de ensino, informando termos e metodologias, e apontando algumas de suas vantagens. Dá uma visão geral do novo papel dos professores e da autonomia e responsabilidade que se espera dos alunos. Encerra explicando alguns princípios segundo os quais os cursos são elaborados.


Palavras chave

Educação a Distância, Aprendizado a Distância


INTRODUÇÃO

Após mais de um ano de reuniões preparatórias, MEC e CAPES aprovaram neste ano Mestrado e Doutorado na área de Odontologia na modalidade à Distância.

Até o momento, só havia um único curso de Mestrado aprovado pela Capes/MEC, funcionando desde 1995 nessa modalidade (BARONI, 2008) .

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (1996) privilegia a Educação a Distância em seu Art. 80 que, por sua vez, está regulamentado pelo Decreto 5.622/2005 que assim define a Educação a Distância: "é a modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares ou tempos diversos".

Nunca houve na história um momento onde essa modalidade de ensino pudesse alcançar objetivos tão grandiosos quanto aos que podem ser vislumbrados nos dias atuais. (LOPES, 2000)


DESENVOLVIMENTO

Podemos considerar as cartas de Platão e, mais tarde, as Cartas dos Apóstolos como os primórdios da educação a distância (EaD).

Quem não se lembra dos anúncios do Instituto Universal Brasileiro oferecendo cursos de rádio-técnico por correspondência. Eles utilizavam o material impresso como método de entrega e, até hoje formam profissionais em diversas áreas - com alta qualidade - desde 1941, pela modalidade a distância. Vejam a lista de cursos ofertados em www.institutouniversal.com.br .

Apesar disso, muitos ainda se espantam ao ver cursos ofertados a distância na área da Odontologia e chegam mesmo a acreditar que EaD funcione sem professores, ou que não possam ser criados em nossa profissão.

A única diferença é a separação física entre professor e aluno, ou melhor, entre professor-autor e aluno. Mas isso já acontece na modalidade presencial: poucos alunos tiveram o privilégio de ter aulas com o autor do livro. A maioria contou com um professor-assistente (que na modalidade a distância é chamado de tutor) que interpretava o conteúdo do livro e o transmitia aos alunos.

Com as novas formas de Tecnologia de Informação e Comunicação (TICs ou NTICs), os alunos têm acesso ao conhecimento disseminado pela rede mundial de computadores e pelas Comunidades Aprendentes, sendo o tutor um orientador, uma fonte de referência.

O professor controlador, uma figura pós revolução industrial, que repassava o conhecimento já elabora do por ele, está totalmente ultrapassado. O professor hoje, pós revolução tecnológica, é o que propõe problemas, redireciona a rota, indica bibliografia, propicia o compartilhamento de informações para que os alunos construam seu conhecimento. Hoje, o mais importante é a construção coletiva do conhecimento, a troca de saberes, de forma que todos terminem uma disciplina no mesmo nível, com o mesmo grau de conhecimento e habilidades.



Fig. 1 - Os consultórios odontológicos de há 50 ou 100 anos tinham o assento da cadeira como centro e os armários encostados nas paredes. Os consultórios ergonômicos têm a boca como centro, a partir do qual instrumentos e equipamentos são distribuídos segundo círculos concêntricos de 50 cm.
O primeiro modelo é centrado no dentista (no profissional).
O segundo é centrado no cliente (mais precisamente: na boca).




Fig. 2 - Modelos Educacionais: Centrado no professor e Centrado no
compartilhamento de saberes. Adaptado de Grings (2001).



Normalmente, essa troca de saberes dá-se num Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), uma universidade virtual baseada numa plataforma de ensino disponibilizada em um provedor de Internet. Professores e estudantes que têm no ambiente virtual uma espécie de arquivo de documentos, além de aproximar os alunos, que podem discutir idéias e opiniões sem que estejam no mesmo espaço físico e ao mesmo tempo. (BURGARDT, 2007)

É certo que o ensino a distância presta-se mais o domínio cognitivo, onde temos que reter um conhecimento e posteriormente recordarmos para poder utilizar o que foi aprendido para uma aplicação prática, na resolução de um problema, por exemplo.

Porém, a EaD presta-se muito bem para a transmissão de disciplinas no domínio predominantemente psico-motor, como as áreas clínicas da Odontologia.
Ninguém vai aprender cirurgia numa modalidade exclusiva a distância, porém um curso dito híbrido, ou semi-presencial, funciona muito bem.
O aluno pode aprender toda a técnica cirúrgica, saber toda a avaliação pré-operatória do paciente, exercitar no cobertor - em casa - todos os tipos de sutura, estudar os tipos de procedimentos trans-operatórios, os cuidados pós-operatórios, por meio das novas tecnologias de informação e comunicação (NTICs) participar de cirurgias virtuais, e aí sim, vir à Faculdade para participar de uma intervenção ao vivo (que já não será sua primeira cirurgia).

Seu irmão pode ter quebrado a perna, não podendo ir à Faculdade. Alguém pode filmar (ou gravar) as aulas pra ele. Ele vê todo o curso a distância (sem ter que ir lá), estuda o mesmo que os outros; faz todos os exercícios; os trabalhos em grupo ele faz pela Internet, usa o telefone e participa igual aos outros. No final, ele tem que ir lá (nem que seja de muletas, de táxi) e fazer a prova final. Não é mais fácil, não é moleza, não é em menos tempo. Ele só estudou a distância, mas aprendeu tanto quanto os outros. O conteúdo foi passado pra ele por meio de uma mídia, foi midiatizado.
Vejam uma cirurgia de prótese de quadril (infelizmente, disponível somente em inglês) em: www.edheads.org/activities/hip/ (clique na moça).
Note-se que não é uma simples entrega de conteúdo. Se bem desenhado, no curso, durante o seu desenrolar, várias estratégias pedagógicas vão sendo colocadas em prática, a fim de forçar o aluno a fazer conexões da parte teórica (mais cognitiva) com a parte prática (mais psico-motora).


CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com as tecnologias disponíveis hoje, podem-se utilizar várias mídias para fazer a entrega do material didático ou do conteúdo. Podendo ficar os encontros presenciais restritos ao uso de laboratórios, parte clínica e avaliações finais.

A Educação a Distância tem criado modelos que estão sendo usados para complementar e até mesmo substituir, em alguns casos, o ensino presencial. (LOPES, 2000). Embora haja um grande investimento inicial em planejamento e tecnologia, os custos são decrescentes por aluno. (NUNES, 1994). Já imaginaram a economia para as instituições de ensino, e também para cursandos - especialmente aqueles que residem em cidades distantes?

É só essa a diferença: a distância física entre professor e alunos (também chamada de distância transacional), mas, no mais, não há diferença do ensino presencial.

Determinado professor pode ser uma sumidade em Anatomia, por exemplo, mas achar totalmente impossível ensinar sua matéria na modalidade a distância. É aí que entra o trabalho do especialista, do "desenhista instrucional". Ele vai "traduzir" o curso do professor para o Ensino a Distância. Ele vai determinar o número de aulas, carga horária, as mídias utilizadas, o número de vezes que os alunos terão que vir ao laboratório de anatomia, as provas e trabalhos a distância e, ao menos, uma prova presencial no fim do curso.

Ele vai ter que se reunir várias vezes com o professor; capítulos vão ter que ser adaptados e, algumas vezes, totalmente reescritos pelo professor; até que o autor aprove todo o curso redesenhado pelo especialista em EaD. Aí, o curso estará pronto para testes, para depois ser ofertado aos alunos.
"O controle será o mesmo ou até mais rígido do que é feito no ensino presencial. Tudo isso para garantir que o 'diamante da educação' não se estilhace".

Carlos Eduardo Bielscchowsky,
Secretário de Educação a Distância do MEC


REFERÊNCIAS


BARONI, L.L. Pós stricto sensu a distância recebe aval do MEC- EAD em debate -
Universia 2008. Documento eletrônico disponível em:
http://www.universia.com.br/materia/materia.jsp?id=16169 , acessado em
12/10/2008

BRASIL. Lei 9394/96 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional). Documento
eletrônico disponível em: www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/l9394.htm ,
acessado em 12/10/2008

BURGARDT, L. Professor "blogueiro" : Razões para criar um blog e usá-lo como
aliado em sala de aula. 2007. Documento eletrônico disponível em:
http://www.universia.com.br/materia/materia.jsp?materia=14193 , acessado em
15/06/2008

GRINGS, E.S. Projetos de Aprendizagem Baseados em Problemas: Uma metodologia
interacionista/construtivista para formação de comunidades de Aprendizagem,
2001 . Documento eletrônico disponível em:
http://www.humanas.unisinos.br/ambiente/oficinas/upload/ppt/paoso.ppt , acessa-
do em 01/11/2007.

LOPES, G.S. Ambientes Virtuais de Ensino - Aspectos Estruturais e Tecnológicos.
Florianópolis. 2000. 143 p. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção)
UFSC.

NUNES, I.B. Noções de Educação a Distância. Revista Educação a Distância nrs.
4/5, Dez./93-Abr/94 Brasília, Instituto Nacional de Educação a Distância, p. 7-
25. Documento eletrônico disponível em:
http://www.rau-tu.unicamp.br/nou-rau/ead/document/?view=3 , acessado em
01/06/2006


Summary (in english)

MEC and CAPES APPROVE DENTAL DEGREES IN DISTANCE EDUCATION
The author presents the news of the approval of stricto sensu courses in distance modality, quoting the relevant legislation and explains what has to be this type of teaching, informing terms and methodologies, and pointing out some of their advantages. He gives an overview of the new role of teachers and the autonomy and commitment that are expected from students. At the end, he explains certain principles on which the courses are prepared.
Key words: Education, Distance, Distance Education, Dentistry


ROBERTO V. RESENDE é Cirurgião Buco-Maxilo-Facial e Especialista em Educação a Distância.
Perfil: www.dentistas.com.br/resende
Email: resende@dentista.com.br

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Marketing de relacionamento na Odontologia



Para que um dentista alcance bons resultados em sua clínica e consultório, ele precisa oferecer valor e satisfação para seus clientes. “Valor seria a razão entre os benefícios e os custos, mas o benefício para o cliente não é só o benefício funcional, mas sim este benefício somado ao benefício emocional”. Por isso é importante garantir um ótimo relacionamento com todos os clientes da clínica e consultório odontológico, não só oferecendo-lhes a qualidade técnica, mas transmitindo-lhes confiança e credibilidade.

Um cliente feliz e satisfeito é garantia de novas indicações e comentários positivos.
A clínica e o consultório odontológico deve realizar ações que estimulem o relacionamento a longo prazo com os clientes. Procurando ser constantemente lembrado pela qualidade e dedicação, ocupando uma posição privilegiada na mente dos seus clientes e que represente maior valor em relação aos serviços concorrentes.

O Código de Ética Odontológica permite poucas ações junto aos não-clientes. Isto significa que a maior parte do trabalho possível deve ser feito dentro do ambiente da clínica e consultório.

O grande segredo do marketing na Odontologia está na satisfação e manutenção dos seus clientes, praticando o marketing de relacionamento.
Marketing de relacionamento é o marketing aplicado à manutenção da satisfação do cliente ao longo do tempo, para que haja recompra continuada dos serviços odontológicos.
O marketing de relacionamento busca trabalhar a satisfação dos clientes atuais, porque manter um cliente satisfeito é muito mais barato do que conquistar um novo. Para sobreviver em mercados dinâmicos, as empresas precisam estabelecer estratégias que sobrevivam às mudanças turbulentas no mercado. Têm que construir alicerces fortes que não sejam derrubados pelas tempestades. E isso não será feito concentrando-se em promoções e anúncios. Ao contrário, elas precisam conhecer a estrutura do mercado. Por isso precisam desenvolver relações com fornecedores e distribuidores, investidores, clientes e outras pessoas e empresas importantes do mercado.

Uma das ferramentas mais utilizadas para focar o cliente e conseguir todas as informações desejadas é o marketing de relacionamento, que permite conhecer todos os envolvidos no processo produtivo. Desde a concorrência, passando pelos fornecedores e funcionários, até os pacientes que são os clientes finais. Com o objetivo de integrar o cliente ao processo e alcançar vantagens competitivas de custo e valor.
De acordo com Gronroos (1995), cliente que gera resultado é aquele que retorna e torna-se cativo, pois ele não apenas volta, mas influencia clientes novos.
Adotar o marketing de relacionamento na conjuntura atual do mercado odontológico é fator decisivo. Não se pode dar espaço à concorrência, uma simples brecha permite que ela abra caminho para conquista de um novo mercado.

Acompanhe nas próximas semanas:
- Relacionamento dentista/concorrentes
- Relacionamento dentista/funcionários
- Relacionamento dentista/fornecedores
- Relacionamento dentista/paciente
- Relacionamento paciente/funcionários

NÍSIA TELES
- Graduada em Marketing
- Há 10 anos na Odontologia
- Consultora de marketing para dentistas
- Desenvolve projetos de marketing sensorial na Odontologia
Site: www.markentista.com.br

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Clínica geral ou especialização? Eis a questão!


Muitas correntes de mercado atuais dizem que o profissional tem que se especializar, especializar, especializar!!!
Vos pergunto eu: o que significa "se especializar"?

Se o seu conceito de especialização é o de aprimoramento, meus parabéns, considero super louvável. Mas se for o de cursar uma especialização para aprender uma especialidade e se limitar somente a ela, eu condeno categoricamente, a não ser que você esteja inserido num contexto muito favorável que lhe permita se dar este luxo. Mas, mesmo assim, cuidado! Os fluxos mudam, e temos que estar preparados para as mudanças.

Os clientes consideram bons profissionais aqueles que fazem de tudo. Uma das coisas que eles mais detestam é depender de vários profissionais para resolver seus problemas odontológicos, ou seja, isto é com o Periodontista, aquilo com o Endodontista, aquilo outro com o Cirurgião, e não sei o quê mais com o Protesista. Na prática, eles preferem e criam afinidade é com os que chamam a responsabilidade para si, com quem sempre podem contar na hora da necessidade.

Por mais que não se goste de Clínica geral, é ela que capta e fideliza clientes. A maioria maciça dos especialistas bem sucedidos podem até exercer somente uma especialidade, mas passaram pela fase de clínicos competentes, e assim estão preparados para o que der e vier!

Você não precisa fazer tudo, mas não é prudente rejeitar clientes simplesmente por ser especialista em algo que ele não precise agora, principalmente, se for um tratamento de primeira necessidade. Se isto ocorrer ele não te verá como um Grande Especialista e sim como um Grande Limitado. Nós nos formamos Cirurgiões Dentistas no amplo sentido da profissão e ao menos o básico de cada especialidade recomenda-se ser feito.

A Odontologia, assim como todo Universo tem fluxos transitórios. Temos que aprender a seguir e nos aquecer com o calor dos bons fluxos, mas não podemos limitar nosso conhecimento à somente um, pois por mais quente que este seja, ele pode se apagar e mesmo que não se apague o mesmo calor que aquece é o que queima!
Na hora de escolher o(s) fluxo que te levará (ão) à vitória, siga sua intuição, pois não existe uma definição exata para o Grande Fluxo.
Ele é o que é.
É como o fogo que queima.
Quente demais para ser tocado.
Intangível demais para ser definido.


Dr. Otávio Colonna Vieira
Cirurgião Dentista CRO-RJ 23228
Graduado pela Universidade UNIGRANRIO - 1998
Curso de extensão em Implantodontia - Faculdade Pestalozzi - Niterói
Email: colonna@dentistas.com.br
Perfil: www.dentistas.com.br/colonna


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Lesões de interesse buco-maxilo-facial em escolares vítimas de violência intrafamiliar




INTRODUÇÃO

Em virtude de estudos relacionados com esse tema - especificamente buscando contextualizar a Medicina e a Odontologia Legal com a Psicopedagogia na nossa tese de Mestrado - escrevo o presente artigo para instigar nos leitores a busca pela importância do assunto.

Trata-se sem dúvida, de assunto relevante para a Odontologia incluída como profissão de saúde no contexto da notificação dos maus tratos, buscando a Justiça e o bem estar de crianças vítimas da violência intrafamiliar. Procuro pesquisar esse segmento para estabelecer um link entre as duas áreas do saber como mencionei.


DISCUSSÃO

No nosso modo de pensar, as lesões de interesse buco-maxilo-facial que as crianças em idade escolar apresentam com origem na violência intrafamiliar são classificadas em dois grupos.

O primeiro grupo inclui as lesões na cavidade oral e na face da vítima, causadas pelas agressões ou pelos impactos causados por projeção do corpo da vítima.

O segundo grupo é caracterizado por mordidas produzidas pelo agressor em qualquer parte do corpo da vítima, que não deixam de ser de interesse pericial, uma vez que, podem levar a identificação do agressor.
De acordo com Silverman (1973) no estudo da Síndrome da Criança Maltratada as lesões causadas pela violência intrafamiliar são inúmeras e além do sofrimento físico, causam grande trauma psíquico.

Por isso é que consideramos as lesões faciais em crianças, fruto de agressões de pais e padrastos desumanos, como uma ofensa enorme à honra pessoal, principalmente se tratando daqueles que não podem se defender.
“Vou dar na sua cara...”
isso é desonroso e cruel.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Obviamente que não iremos descrever nesse artigo, as lesões encontradas nas vítimas em questão, até porque não é esse o nosso objetivo. O que desejamos é alertar os colegas que exercem a Odontologia Hospitalar ou em Pronto Socorro, para a necessidade de reconhecer as situações onde a violência intrafamiliar se faz presente e que possam promover a notificação dos casos encontrados, visando à colaboração com a Justiça.

Observamos que esse tema não é tratado regularmente nos congressos e jornadas da nossa profissão, como se a Odontologia estivesse dissociada da Medicina.

Pensamos assim, em ministrar cursos e conferências sobre o tema em eventos e fora deles, desde que previamente agendados.


BIBLIOGRAFIA

CARDOSO, Ângela Maria Paes Pinheiro. MACIEL, Robson Tadeu de Castro. Violência à criança em idade escolar, Tema Livre apresentado no IX Simpósio da Comunicação da Região Sudeste, CDRom, Campos dos Goytacazes/RJ: 2002

FRANÇA, Genival Veloso de. Medicina Legal, Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000

MACIEL, Robson Tadeu de Castro Maciel. Estudo da Síndrome da Criança Maltratada e as Dificuldades de Aprendizagem, Dissertação de Mestrado apresentada a UNIPLI. Niterói/RJ: 2006

SILVA, Moacyr. Compêndio de Odontologia Legal, S. Paulo: Medsy, 2001.

ROBSON TADEU DE CASTRO MACIEL
Pósgraduado em Odontologia Legal - UFRJ
Mestre em Ciências da Saúde - Unipli - RJ

Contato: rmodontolegal@ig.com.br

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Implante dentário agulhado como concausa de pansinusopatia


Implante dentário agulhado como concausa de pansinusopatia.
Relato de caso pericial.

Durante algumas jornadas empreendidas na espinhosa carreira pericial, fomos certa vez contratados por colega de saudosa memória, como assistente técnico em processo ético do Conselho.

Acontece que um processo aparentemente indefensável, depois de lido e relido algumas vezes pela madrugada à dentro, mostrou algumas falhas tanto do ilustre “expert” designado para o caso, como do cirurgião renomado da especialidade de Otorrinolaringologia que por duas vezes, operou o paciente, autor da ação.

Daí a fundamentação do parecer e da defesa prévia em nível administrativo, que ensejou o arquivamento do processo pelo Conselho, após censura em aviso reservado.

“Isso prova que nada está irremediavelmente perdido, quando se estuda e analisa com cautela quaisquer alegações.”
A utilização do termo concausa, ou seja, de uma causa paralela para o estabelecimento do quadro patológico apresentado, foi deveras oportuna e possibilitou à comissão de Ética do Conselho um julgamento imparcial e justo.

Acontece que os implantes agulhados já haviam sido retirados pelo especialista, muito antes da queixa haver sido formulada no Conselho - não havendo regressão do quadro - que também não regrediu após duas cirurgias otorrinolaringológicas realizadas em clínica famosíssima da capital.

Isso posto, ficou patenteada a existência de uma causa primária para a patologia, que não os implantes dentários realizados, já que o paciente era portador de alergia extremamente exacerbada, que não havia sido relatada na anmnese.

Se a causa mecânica, quero dizer, a presença dos implantes agulhados fosse a principal causa do problema, após a retirada cessaria o efeito; foi o que aprendemos na faculdade. Ora, se os sintomas persistiram mesmo após cirurgias especializadas de curetagem dos seios paranasais, é porque havia outra causa maior de cunho sistêmico e ligada à imunidade do paciente, e isso foi provado.

Há hoje, infelizmente, uma tendência muito grande de certos pacientes de buscarem a justiça antes de esgotarem todas os recursos de diálogo com seus profissionais de saúde assistentes, sejam eles médicos, cirurgiões dentistas ou os demais profissionais da área. Digo isso porque orientados por maus advogados que buscam se locupletar, muitos ingressam em demandas judiciais sem antes ouvirem opiniões daqueles profissionais e buscarem soluções mais adequadas para as questões.

Hoje falta amor ao próximo nas relações humanas e isso é lamentável. É óbvio que muitos colegas pecam grosseiramente quando não se resguardam na documentação clínica. Mas não vamos torpedear um profissional e destruir sua carreira e até sua vida - o implantodontista envolvido nesse caso morreu pouco tempo depois de pancreatite - segundo os médicos com sua doença agravada pelo desgaste emocional a que foi submetido.

Pairava no ar a ameaça de que caso Conselho julgasse procedente a queixa e tomasse uma medida coercitiva contra o CD como censura pública, suspensão ou cassação do exercício profissional, o autor levaria a decisão para os tribunais como fundamentação da peça exordial do processo a ser instaurado. E possivelmente lograria êxito na demanda, porque os juízes costumam acatar as decisões emitidas pelos órgãos fiscalizadores das profissões.
Tudo aquilo então poderia resultar numa condenação de indenização vultosa, liquidando o patrimônio adquirido pelo CD a duras penas, já que nós todos sabemos quanto temos que estudar e trabalhar para adquirir alguma coisa na vida.
Após atuar nesse caso, decidimos aprofundar nossos estudos em Direito Médico e Odontológico, visando à constituição de uma consultoria jurídica particular para profissionais de saúde, já que também somos graduados em Direito.

ROBSON TADEU DE CASTRO MACIEL
Pósgraduado em Odontologia Legal - UFRJ
Mestre em Ciências da Saúde - Unipli - RJ


Contato: rmodontolegal@ig.com.br

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