Satisfação, Realização e Remuneração


Hoje tenho a intenção de fazer uma breve dissertação, entre outras coisas, sobre a questão tão controversa chamada Remuneração, que tecnicamente denominamos Honorários Profissionais.
A etimologia da palavra vem do latim “honor”, isto é, “honra”. Sendo assim, é o valor que se paga por um trabalho – honra realizada. Esta medida é difícil pela intangibilidade de se atribuir valor financeiro à honra.

A maldita retórica capitalista desconsidera a honra e ecoa aos quatro ventos que temos que ganhar dinheiro aviltantemente para sermos bem sucedidos.

Outros mais filosóficos, mas igualmente insanos, exclamam que temos simplesmente que optar pela profissão que nos afinizamos, sem absolutamente considerarmos a remuneração.
Não gosto de fórmulas absolutas, mas a verdade é que a Tríade
Satisfação - Realização - Remuneração
é uma das mais absolutas que conheço.
No mundo em que vivemos, não vejo uma sem a outra.
Para se ter sucesso temos primeiro que ter satisfação no que fazemos, para assim nos realizarmos profissionalmente e assim sermos bons profissionais bem remunerados. Mas sem utopia de escolher por uma área que não oferece mercado de trabalho favorável, pois assim por mais que se sinta satisfeito e realizado com a profissão, em pouco tempo se frustrará com a má remuneração e perderá o binômio inicial. Contudo, não pense que pode exercer uma profissão que não gosta somente pela remuneração que se mostra favorável, pois não será duradouramente competente, o que impedirá a remuneração. Além disso, a falta de satisfação e realização te consumirá profundamente.

Entendido isto, para se exercer a Odontologia de forma bem sucedida tem-se que primeiramente amá-la, todavia deve-se saber calcular os caminhos que podem te levar ao sucesso.

Vemos casos onde se perde o significado dos honorários e pratica-se uma relação excessivamente comercial na Odontologia. O tratamento fica muito vinculado aos honorários à receber. O paciente se sente como um caixa registradora.

Se isso acontecer, a imagem do profissional ficará seriamente abalada e consequentemente os pacientes não terão confiança na hora de pagar. Então surge aquele dilema igual ao do comercial, onde questiona-se se "vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais?".

Mas neste caso de forma negativa: "O dentista demora o tratamento porque o paciente não paga ou é o paciente que não paga porque o dentista demora o tratamento?"

A credibilidade tem que começar de cima para baixo e não ao contrário. Somos nós que temos mostrar credibilidade primeiro. Mesmo que se perca um percentual pequeno devido à inadimplência, nosso tratamento não pode ser baseado essencialmente no que o paciente pagou.

Por incrível que pareça, quanto menos comercial é sua relação com o cliente, maiores serão seus proventos. Assim se soma a ética ao lucro justo.

Sei que muitos devem estar questionando:
- Como posso confiar que terminarei o tratamento o mais rápido possível e o cliente me pagará após o tratamento realizado?

Assim como temos que ter olho clínico nas técnicas odontológicas, também temos que tê-lo na hora de dar crédito ao cliente. Não existe fórmula mágica para isso. Mas se a maioria das pessoas fosse inadimplente o crediário, o cheque pré-datado e os cartões de crédito já teriam sido abolidos das relações comerciais. E a taxa de inadimplência da prestação de serviço em geral é muito menor do que a do comércio, pois esta é uma relação mais pessoal, principalmente em se falando de Odontologia. Como diz o dito popular "dor de dente não dá uma vez só". Muito da alta taxa de inadimplência que por vezes acomete alguns consultórios se explica no que foi citado em relação à demora com o tratamento.

Isso não quer dizer que devemos deixar o cliente pagar como ele quiser. O que devemos fazer é impor regras claras e flexíveis quanto ao tratamento e seus honorários e depois focarmos nossa atenção no tratamento e não nos honorários. Somente se o paciente acintosamente não cumprir o combinado quanto aos honorários devemos expor os fatos e se for inevitável paralisar o tratamento. Mas não devemos ficar demorando com o tratamento por este motivo. Temos que ter a flexibilidade do bambu e a dureza do carvalho.

Se seu tratamento satisfizer o cliente, pode ter certeza que você será o último a quem ele desejará dever.

Demora excessiva nos tratamentos, é um dos principais fatores que levam as agendas a ficarem hiperlotadas, sem que haja aumento de lucro. A ganância pelo lucro anula o próprio lucro.

Devemos aprender que trabalhando com satisfação, alcançaremos o realização e assim a atração lhe trará a justa remuneração.

Trabalhe pelo apreço e não somente pelo preço.
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Dr. Otávio Colonna Vieira
Cirurgião Dentista CRO-RJ 23228
Graduado pela Universidade UNIGRANRIO - 1998
Curso de extensão em Implantodontia - Faculdade Pestalozzi - Niterói

Email: colonna@dentistas.com.br
Perfil: www.dentistas.com.br/colonna



Na próxima semana:
Clínica geral ou especialização? Eis a questão!

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Piercing Intra e Extra Oral



“PIERCING” INTRA E EXTRA ORAL
LESÕES RESULTANTES E ASPECTOS LEGAIS

Abordamos esse tema, sob três enfoques: um histórico, um biológico e outro jurídico, uma vez que o indivíduo que atua na aposição do adorno é alguém sem formação mínima na área de saúde, podendo, por conseguinte causar danos irreparáveis à pessoa humana.

Do ponto de vista histórico existem referências ao antigo Egito onde o piercing era usado no umbigo como sinal de realeza, em Roma era colocado no mamilo para representar virilidade e coragem dos guerreiros (Maibaum W. e Margherita A. 1997). Os Maias usavam na língua por motivos espirituais (Botchway C. e Kuc I. 1998). Na América do Norte era tradição dos índios Sioux e no Alasca era usados nos lábios dos esquimós e aleutas representando acontecimentos marcantes nas suas vidas, como a passagem para a puberdade e a iniciação no mundo da caça e do casamento. (Boardman R. e Smith A. 1997)


No enfoque biológico observamos que os ateliês que se propõem a colocar as referidas “jóias”, via de regra, são estabelecimentos comuns sem higiene adequada e que utilizam instrumentais sem esterilização rigorosa.

No caso do piercing lingual, a região escolhida para ser perfurada é a linha mediana, com marcação a 2,5 cm da ponta da língua, uma vez que os elementos anatômicos nobres – artérias, veias e nervos linguais- se localizam lateralmente à mesma; todavia tem sido relatados pela literatura mundial, alterações graves e doenças até mesmo letais em pessoas que aderiram a tal prática.

Essa situação caracteriza um contra senso, porquanto um leigo em matéria biomédica atua promovendo perfurações em tecido vivo, com agulhas de grosso calibre diametralmente maior que as utilizadas em Odontologia. As complicações são de origem infecciosa por utilização de instrumentos sem esterilização, como dissemos e ainda na pós-intervenção por acúmulo de resíduos de alimentos no orifício produzido.
Alguns estabelecimentos indicam o uso do anti-séptico bucal “Listerine” que é uma mistura de óleos essenciais, timol, menta, eucaliptol e metil salicilato em veículo alcoólico a 26,9 % com pH 5.0 (Lascala N. T. 1997)

Há risco de transmissão de Hepatite B, AIDS, tétano, sífilis e tuberculose, entretanto por falta de regulamentação, não há estatística para facilitar a pesquisa de casuística. (Botchway C. e Kuc I 1998)

SERÁ QUE as autoridades se posicionaram devidamente nessa questão crucia lde Saúde Pública?

Enfim, no campo jurídico tomamos conhecimento que, nos EUA muitos estados tem criado legislação específica para regular a questão dos piercing. No Brasil existe um projeto de Lei de nº 1.395 e 1999 que regulamenta o licenciamento e funcionamento dos ateliês que colocam brincos, argolas, alfinetes e similares através de perfuração da epiderme. Também existe uma Lei estadual do Deputado Campos Machado (PTB-SP) que proíbe as tatuagens, brincos e alfinetes em menores de 18 anos, mesmo com autorização dos pais... Resta saber no terreno da responsabilidade civil como ficam os genitores desses adolescentes que colocam piercings e tatuagens nos demais estados da Federação onde não há lei que proíba.

Observamos assim, que não há ainda em nosso País uma legislação que venha coibir os abusos cometidos nesse campo. Falta uma campanha educacional a respeito desse tema tão polêmico, que introduziu no mundo hodierno hábitos de povos da antiguidade, cujas culturas eram totalmente diversas da nossa e que a Antropologia Social vem estudando profundamente na busca de respostas mais convincentes.

Referências Bibliográficas:

1-Boardman R. e Smith A.- Dental Implications of Oral Piercing- California Dental Association, vol. 25, nº 3, março 1997

2-Botchway C. e Kuc I- Tongue Piercing and Associated Toot Fracture- Journal Canadian Dental Association, vol. 64, nº ll dezembro 1998

3-Maibaum W. e Margherita A.- Tongue Piercing: A Councer for the Dentist, General Dentistry, vol. 45, nº 5, set/out 1997


ROBSON TADEU DE CASTRO MACIEL
Pósgraduado em Odontologia Legal - UFRJ
Mestre em Ciências da Saúde - Unipli - RJ
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Dia Mundial da Saúde Bucal

Comemora-se pela primeira vez, a partir de 12 de setembro de 2008, anualmente, o Dia Mundial da Saúde Bucal.

A decisão foi feita pela FDI em seu congresso anual de 2007, em Dubai. A FDI apontou 3 razões para a escolha da data:

1. O mês de setembro é o mês que abriga mais dias da Saúde Oral no planeta
2. Essa é a data de nascimento do fundador da FDI, Dr. Charles Godon
3. Em 12 de setembro de 1978 realizou-se um marcante evento da OMS: a Conferência Internacional de Cuidados de Saúde Primária de Alma Ata.
Saiba mais no site da entidade, especificamente NESTE LINK.
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Homepage e Webmail Grátis!

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Gramática: Termos usados na Odontologia


Autor: EDMUNDO FLOSS *


Talvez, a partir de 2010, todos passaremos a nos comunicar melhor. Com a reforma da língua portuguesa, muito criticada por alguns por beneficiar o português falado no Brasil, estaremos escrevendo o que já existe no coloquialismo.

Na cabeça dos jovens “pára” e “para” é uma coisa só, e “vem” e “vêem” também são idênticos. Na verdade passarão a ser. Mas não é porque as mudanças ocorrem de forma gradativa que devemos escancarar com a nossa língua.

Gostaria de deixar claro aqui alguns termos que a classe odontológica faz uso. São termos utilizados de forma errônea que, de tanto serem usados acabam sendo aceitos como certos. É algo como “diga uma mentira mil vezes e ela se tornará verdade”!

Exodontia
Todo mundo fala “ékizodontia”, embora existam defensores de que o certo é pronunciar “ezodontia”, assim como exílio e exonerado, e não como sexo ou aneroxia. O xis da questão, aproveitando o trocadilho, é que “ex” vem do grego fora ou externo. Tecnicamente, exodontia é a extração de dentes ou raízes. Mas, cada um fala como quiser.

O mesmo não se aplica aos nomes próprios.
Deve-se, neste caso, respeitar a pronúncia do nominado. Lembram-se de que a Telefonica era chamada de Telefónica (com acento agudo em castelhano) quando se instalou no Brasil ? Outro exemplo é Richard: podendo ser “Rixárde” ou “Ríxardi”. Preste atenção quando a pessoa se apresentar a você pela primeira vez.

Maloclusão
Foi-se o tempo em que falávamos o português de Portugal. O brasileiro existe sim. Quem houve falar que estamos no ano de “dois mileoito”? Só devemos criar palavras compostas quando elas trazem um novo conceito. Assim, seria correto aceitar que “má oclusão” é que é a expressão correta, em que o adjetivo é aplicado de acordo com a linguagem usual, opondo-se a “boa oclusão”. O Dicionário Houaiss indica que são raros os substantivos que integrem o prefixo mal e que não sejam derivados de adjetivos ou de verbos: por exemplo malograr (mal lograr). Em má oclusão, não se cria um novo conceito, porque apenas se faz referência à qualidade da oclusão.

Material dentário
A explicação é do professor Luiz Soares Vianna, da Universidade Federal de Minas Gerais. A expressão material dentário diz respeito a tudo aquilo procedente do dente como, prismas do esmalte, pó de dentina, fragmentos da polpa, etc. Ao passo que a expressão material odontológico significa material empregado no exercício da odontologia como, por exemplo, cimento, porcelana, óxido de zinco, etc.
Por isso, as expressões Departamento de Materiais Dentários e Disciplina de Materiais Dentários (muito usadas nas escolas de odontologia) deveriam ser substituídas por Departamento de Materiais Odontológicos e Disciplina de Materiais Odontológicos.
Comprovação: através de resíduos de materiais dentários foi possível provar a identidade de um dos astronautas do Columbia; a loja X vende materiais odontológicos nacionais e importados.

Nossa língua é muito complexa. Nem por isso quem tem um diploma universitário deve titubear. Temos palavras oriundas do tupi, grego, árabe, latim e muitos outros. No início falávamos nunve que depois virou nuvem e luna para lua (lembra-se de lunático?).

Daqui a pouco, se não nos educarmos, estaremos atendendo aquele paciente “de” menor ou achando que coisa pouca é “menas” importante.

Ler faz bem. O cérebro assimila melhor. É um processo mecânico.
Lendo bem, escrevemos bem. Pensando bem, falamos melhor.


* EDMUNDO FLOSS é analista, consultor e palestrante motivacional na área de atendimento, com ênfase na odontologia, tendo por mais de 15 anos assessorado clínicas e consultórios odontológicos das regiões sul, sudeste e centro-oeste brasileiras. Possui um nome conceituado na área de endomarketing.

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A Odontologia e a Lei da Atração



Marketing Odontológico e a Lei da Atração.
Obtenha sucesso praticando esta lei.

Com certeza muitos estão neste momento se perguntando o que é essa tal de lei da atração, e o que ela tem a ver com a Odontologia.
É certo que essa lei não é específica da Odontologia, mais sim de todo o universo, e mais, esta é uma das leis mais fortes e infalíveis. Quem não a conhece fica vulnerável e não obterá sucesso em área nenhuma da vida. Ela tem vários nomes que vão desde a Física até a Metafísica: Lei da ação e reação, Lei de causa e efeito, Lei da afinidade, Lei do retorno, etc., etc. Mas ela é uma só.

Em outros artigos falo implicitamente desta lei, mas desta vez desejo falar claramente sobre ela, para que cada um a entenda e desenvolva-se plenamente pessoal e profissionalmente.

Na Odontologia ela se aplica basicamente no sentido de pararmos com a nossa neurose atual da saturação do mercado odontológico, onde o foco concentra-se na escassez e passarmos a nos concentrar na abundância.

Se o número de dentistas cresce, a população também cresce. O que não podemos fazer é nos deixarmos levar por essa concorrência mesquinha de preços ridículos e impraticáveis que só desagrega valor à Odontologia, sem contar as aberrações éticas que testemunhamos. Falta de ética impreterivelmente só atrai falta de ética, esta é a lei. Não dá para sintonizar o rádio em AM e querer entrar em sintonia com FM, é uma questão de Física.

Devemos aprender a atrair sem competir. Se não existisse um mercado consumidor com condições financeiras para ter acesso a uma Odontologia focada na excelência, o mercado automotivo não estaria vendendo carros como nunca vendeu, a preços muito acima do que se vendia a cinco anos atrás.

O problema não está no mercado consumidor, mas sim na postura AUTODESTRUTIVA, dessa concorrência CANIBAL.

A lógica é simples:
Quem o mal faz, para si mesmo faz!
E nós Dentistas todos somos UM, estamos no mesmo barco.
Se um afunda puxa os outros para baixo.
Todos conhecem a parábola da laranja podre.
Se um nó de uma teia se desata, toda a teia corre sério risco... Imaginem então se muitos nós forem desatados.
Para agregarmos valor à Odontologia e todos nos beneficiarmos, devemos deixar de competir entre nós mesmos e passarmos a mostrar à população em geral que a SAÚDE BUCAL é muito mais valiosa que um carro novo, uma viagem, uma roupa de marca ou qualquer um desses “Bens” de consumo voláteis, equivocadamente tão valorizados na atualidade.

Nós nos desvalorizamos a tal ponto que existem pacientes que acham que não temos o direito de cobrar “orçamento”, que na verdade é "diagnóstico". E pior, alguns pedem: “Doutor, dá pro Sr. só passar um remedinho pra minha dor de dente?”, achando que assim não terão que pagar a consulta. Assim sendo, os médicos clínicos deveriam trabalhar de graça, pois o que fazem é diagnosticar e prescrever medicação.

Outro ponto importante é girarmos o nosso foco, da escassez para a abundância. Na lei da atração tudo em que se deposita atenção profunda está em sintonia com você. Via de regra não existem negativas.

Não adianta dizer: "Isso não vai dar errado, isso não vai dar errado, isso não vai dar errado...". A lei diz que efetivamente vai dar errado. Você está focado no ERRO e não no ACERTO!!!!!!!!

A forma prática de se aplicar a lei é nos focarmos positivamente no AGORA, pois tudo que existe é o AGORA. O porvir será efeito do AGORA. O tempo e o espaço não existem, como provou nosso caro Einstein. O nosso universo tempo-espaço, é uma ilusão. O passado não existe, é memória. O futuro não existe e nunca vai existir, pois quando acontecer será PRESENTE.

Um grande amigo meu me ensinou:
- O pão nosso de cada dia nos dai HOJE !!!!!!!

Numa análise superficial, não seria mais fácil e garantido substituir a palavra HOJE pela palavra SEMPRE ?! Mas o SEMPRE tem conotação de FUTURO, então não é real.

Entendido isso, quando quiserem que algo aconteça em sua vida profissional, usem a fórmula:
- DESEJE - deseje profundamente realizações nobres.

- ACREDITE - não duvide em instante algum, deposite toda sua atenção na certeza e não na dúvida.

- VISUALIZE - visualize-se na situação desejada como se isto já estivesse acontecendo agora. Como se diz na gíria "JÁ É!!"

- PERMITA - não julgue os outros, permita que cada um viva a sua realidade, pois atraímos o que mais detestamos nos outros, devido a darmos muita atenção aos aspectos negativos alheios. E se não permitirmos os outros, os outros não nos permitirão. É o DAR para RECEBER!!!!!

- AGRADEÇA - esteja grato pelo que já tem e pelo que está convicto que terá. Gratidão é sinônimo de felicidade, que atrai mais felicidade.
Vale lembrar que não se cria felicidade em detrimento da felicidade alheia, pois esta se baseia em egoísmo que só atrai egoísmo. Trabalhe em prol de si mesmo e dos outros, pois quem o BEM faz, para si mesmo FAZ!!

Como mensagem final eu vos digo:
NÃO RECLAMA, CLAMA, CONCLAMA, PROCLAMA!!!!!!!!!


Referências Bibliográficas:
Todas as grandes filosofias falam deste tema direta ou indiretamente. Aqui citarei resumidamente algumas referências bibliográficas práticas e objetivas:
- O Segredo - Rhonda Byrne - Editora Ediouro
- Muito além do Segredo - Ed Gungor - Editora Thomas Nelson Brasil
- O Poder do Agora - Eckhart Tolle - Editora Sextante
- Teoria da relatividade - Albert Einstein


Dr. Otávio Colonna Vieira
Cirurgião Dentista CRO-RJ 23228
Graduado pela Universidade UNIGRANRIO - 1998
Curso de extensão em Implantodontia - Faculdade Pestalozzi - Niterói

Email: colonna@dentistas.com.br
Perfil: www.dentistas.com.br/colonna



Na próxima semana:
Satisfação, Realização e Remuneração

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Ergonomia do tempo na Odontologia



Ergonomia do tempo na Odontologia
Uma fórmula para a fidelização de clientes

Infelizmente ainda existe a crença de que para se fazer Odontologia com qualidade basta que o profissional seja tecnicamente bem capacitado, e com uma estrutura de consultório (materiais e equipamentos) de alto padrão. É nessa crença que mora o engano, que leva muitos profissionais ao insucesso.

Uma das maiores queixas no atendimento de saúde, o que inclui a Odontologia são os atrasos no atendimento.
Esta questão deve ser seriamente repensada se quisermos fidelizar nossos clientes.
Numa sociedade moderna, e conseqüentemente na Odontologia moderna onde se prioriza a excelência no tratamento, não dá para fazer Odontologia aos atropelos, quase que em escala industrial, acreditando assim que serão obtidos maiores proventos com essa política de atendimento.

Em primeiro lugar deve-se observar a questão ética, pois não é possível atender de forma nem ao menos decente, querendo-se trabalhar com uma agenda hiper-lotada de clientes, e por vezes até com muitos encaixes, devido àqueles clientes que eventualmente podem faltar, para não perder nenhum horário. Nós somos mão de obra humana e não máquinas. Esse tipo de visão é desumana tanto com os clientes quanto com os profissionais.

No que tange nosso tema de hoje, existem basicamente dois tipos de mau atendimento em qualquer campo de trabalho:
1 - O mau atendimento por parte do profissional que não tem conhecimento técnico suficiente para executar determinado trabalho.

2 - O mau atendimento por parte do profissional que está sobrecarregado de trabalho e por isso não consegue oferecer controle de qualidade.
Na prática dá tudo no mesmo, mau atendimento é mau atendimento. O cliente não aceitará como desculpa para o atendimento inadequado a sobrecarga de trabalho do profissional. Até porque esta foi uma política de atendimento que o profissional criou ou não conseguiu impedir que se criasse.

Por vezes, atrasos absurdos constantes e até faltas são até usados como status, sugerindo que o profissional é muito solicitado. Isso na verdade é falta de política organizacional.

É claro que uma pequena margem de atraso é inevitável, pois nosso trabalho é imprevisível, não se podendo medir exatamente o tempo necessário para um atendimento e também porque é difícil controlar os atrasos dos clientes, mas isso pode ser minimizado com organização.

No caso de trabalhos difíceis podemos marcar um horário maior ou marcar no último horário da manhã ou da tarde quando não há nenhum cliente imediatamente após.

No caso de atraso dos clientes, em primeiro lugar temos que dar o bom exemplo e depois gentilmente pedir melhor pontualidade. Se ele persistir à ponto de desorganizar a agenda, peça a sua secretária que educadamente deixe claro que a qualidade do trabalho ficará comprometida se não for respeitado o horário. Pode-se estimular o paciente a chegar no horário com algum tipo de bônus ao cliente pontual. Mas lembre-se! O exemplo tem que vir primeiro do profissional.
Não deixe por conta somente da secretária a marcação de consulta, pois ela não sabe o que faremos na próxima sessão e assim não tem como medir o tempo para execução do trabalho.
Olhe a agenda toda noite, para ver quem está marcado no dia seguinte, assim podendo planejar atendimentos, organizar próteses e etc. no dia seguinte e em último caso até remarcar um cliente que, por exemplo, a prótese não esteja pronta. Não há nada pior que um cliente vir ao atendimento e o trabalho dele não estar pronto, fazendo-o perder a viagem.

Quem tem ou já teve uma agenda hiper-lotada sabe que isso normalmente não se reverte em maiores lucros. Pois quando o profissional trabalha acima de seu limite a produtividade por unidade de tempo é severamente reduzida e não se consegue dar alta para nenhum paciente. Além de aumentar drasticamente o risco de insucesso e assim o retorno de clientes com queixas, o que causará desperdício de tempo e custo para reexecução do trabalho. O tratamento vai sendo como se diz popularmente "empurrado com a barriga".

Como costumam dizer os clientes:
- Espero demais do lado de fora e fico pouco tempo do lado de dentro do consultório.
Tente fazer atendimentos mais longos ao invés de atendimentos muito curtos, isso aumenta a produtividade na unidade de tempo.

Por exemplo, ao invés de fazer 10 restaurações em 10 sessões de 30 minutos, faça as 10 em 3 sessões de uma hora. Se fizermos a conta do tempo, no primeiro caso foram necessárias 5 horas e no segundo somente 3 horas. Normalmente se consegue dar mais produção em sessões maiores, pois perde-se menos tempo com a recepção e liberação de clientes.

Normalmente, por mais ágeis que sejamos, perdemos no mínimo 1/3 do nosso tempo de atendimento somando-se o tempo de recepcionar o cliente e, por exemplo, esperar a anestesia atuar, e o tempo para fazer a reorganização com lavagem e esterilização de instrumentais e equipamentos numa sessão de 30 minutos. Então em 2 sessões de 30 minutos perdemos 20 minutos. Numa sessão de 1 hora perdemos somente 10 minutos, ou seja, apenas 1/6 do tempo de atendimento.

Se projetarmos este tempo ganho numa carga horária de 44 hs semanais, teremos ganho aproximadamente 7,5 horas de atendimento efetivamente executado. Isso sem considerarmos os custos que caem quando fazemos sessões mais longas, devido a ser diminuído o consumo de materiais descartáveis e o desperdício de excessos de outros materiais que depois de serem manipulados tem que ser descartados.

Considerado estas 7,5 horas ganhas podemos até nos dar ao luxo de deixar de trabalhar um dia na semana produzindo o mesmo.

Além disso, nosso paciente fica muito mais satisfeito, pois o atendimento flui melhor, mais rápido, e principalmente sendo dada a ele devida atenção, criando-se assim aumento substancial da percepção de qualidade e então uma relação profissional - paciente muito mais sólida.

Não se deixem levar pelo lucro imediatista. É melhor ganhar razoavelmente sempre à ganhar muito hoje e nada amanhã. De que adianta trabalhar feito um insano para sustentar pseudo-necessidades insanas? Quando há a correta visão do lucro ele se reverte em benefício, quando não há ele se reverte em autodestruição.

Como disse o Dalai Lama:
É incrível como os homens perdem saúde para ganhar dinheiro
E depois perdem dinheiro para restabelecer a saúde
Vivem como se nunca fossem morrer
Morrem sem nunca ter vivido.


Dr. Otávio Colonna Vieira
Cirurgião Dentista CRO-RJ 23228
Graduado pela Universidade UNIGRANRIO - 1998
Curso de extensão em Implantodontia - Faculdade Pestalozzi - Niterói

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Na próxima semana:
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